Emociones, sedición y patrimonios difíciles

la lucha por la preservación del territorio de Bento Rodrigues

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.5016/pem.v21.e3849

Palabras clave:

emoções patrimoniais, patrimônio difíceis, pertencimento territorial, Bento Rodrigues, Desastres

Resumen

El presente artículo trata sobre las emociones patrimoniales despertadas a partir del contacto de los residentes con el territorio de Bento Rodrigues tras la rotura de la presa ocurrida el 5 de noviembre de 2015, que destruyó por completo el territorio. Estas emociones revelan que los lazos afectivos con el lugar siguen vivos y se manifiestan en prácticas simbólicas y conmemorativas, como fiestas religiosas y eventos culturales, que refuerzan el sentimiento de pertenencia y la unicidad entre los residentes y el territorio. Además, el trabajo aborda otra dimensión de las emociones patrimoniales, caracterizada por la movilización en defensa del territorio frente a las amenazas de destrucción. Denominadas «sédition» por Daniel Fabre, estas emociones se expresan de forma reactiva y defensiva, impulsando a los individuos a resistirse a proyectos que comprometen los espacios afectivos. En el caso de Bento Rodrigues, el anuncio de la construcción de un dique por parte de la empresa minera responsable del desastre desencadenó una fuerte reacción emocional en los residentes. Este sentimiento de rebelión estimuló prácticas de defensa patrimonial, en las que los afectados buscaron estrategias para reivindicar el reconocimiento y la protección del territorio destruido. Así, el artículo busca analizar los patrimonios difíciles a partir de las emociones patrimoniales, que se mostraron fundamentales en la articulación social, activando procesos de resistencia y resignificación del territorio.

Biografía del autor/a

Andre Fabricio Silva, Universidade Estadual do Parará (UNESPAR)

Professor Adjunto no curso de Museologia da Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR). Licenciado em História e Bacharel em Museologia pela Universidade Federal de Ouro Preto - UFOP; Mestre e Doutor pelo Programa de Pós-Graduação em Museologia e Patrimônio - UNIRIO/MAST. Pós-Graduado Lato Sensu em Educação Patrimonial pelo Instituto de Pesquisa Pretos Novos em parceria com FATEC-PR. Atua na área da Museologia, pesquisando as relações da Museologia com as mídias digitais e a virtualidade; as emoções patrimoniais, com ênfase nos usos políticos dos patrimônios por grupos sociais vítimas de desastres; e teoria museológica.

Citas

A SIRENE: para não esquecer, Mariana (MG), fev. 2016 a dez. 2022.

BASSO, Gustavo. 3 anos após tragédia, famílias estão proibidas de morar em área de Mariana. UOL Notícias. São Paulo, 21 de novemrbo de 2018. Disponível em: https://noticias.uol.com.br/meio-ambiente/ultimas-noticias/redacao/2018/11/21/3-anos-apos-tragedia-familias-seguem-proibidas-de-morar-em-area-de-mariana.htm?cmpid=copiaecola. Acesso em: 14/05/2025.

BRITO, Pedro. Paisagem relíquia formada por acidente de causas antrópicas: o caso de Bento Rodrigues. 4º Colóquio Ibero-americano Paisagem Cultural, Patrimônio e Projeto.Belo Horizonte, de 26 a 28 de setembro de 2016.

BRITO, M. V. Política de patrimônio e território no século XXI: uma análise de Bordeaux na França. ESPAÇO E CULTURA (UERJ), v. 1, p. 77-98, 2016.

CHAGAS, M. S.; BOGADO, D. A museologia que não serve para a vida, não serve para nada: o museu das remoções como potência criativa e potência de resistência. In: Lia Calabre; Eula Cabral; Maurício Siqueira e Vivian Fonseca. (Org.). Memória das olimpíadas no Brasil: diálogos e olhares, 1.ed. Rio de Janeiro: Fundação Casa de Rui Barbosa, 2017, v. 1, p. 139-146.

CHOAY, Françoise. Alegoria do patrimônio / Françoise Choay : tradução de Luciano Vieira Machado. 5* ed. - São Paulo: Estação Liberdade: UNESP, 2006.

CANDAU, Joël. Memória e identidade. Tradução: Maria Leticia Ferreira. São Paulo: Contexto, 2011.

DAS, Veena. Critical events: an antropological perspective on contemporary India. Delhi, Oxford University Press, 1995.

DAS, Veena. "Wittgenstein y la antropologia". In: Ortega, Francisco A. (org.). Veena Das: sujetos del dolor, agentes de dignidad., Bogotá, Universidad Nacional de Colombia/Pontificia Universidad Javeriana pp. 295-343, 2008.

DASSIÉ, Véronique. Une émotion patrimoniale au service d’un engagement consensuel. La politique à l’épreuve des émotions , 2017.

DAVALLON, Jean. Comment se fabrique le patrimoine:deux régimes de

patrimonialisation In: KHAZNADAR, Chérif (Coord.). Le patrimoine, oui, mais quel

patrimoine? Paris: Maison desculturesdu monde, 2012. p.41-58.

FABRE, Daniel. Le patrimoine porté par l’émotion. In: FABRE, Daniel (dir.). Émotions patrimoniales. Nouvelle édition [enligne]. Paris: Éditions de la Maison

dessciences de l’homme, 2016, P 13 – 100.

FABRE, Daniel. Catástrofe, descoberta, intervenção ou o monumento como evento. Revista Memória em Rede, Pelotas, v.11, n.21, Jul./Dez, p. 08 – 19, 2019.

HEINICH, Nathalie. Esquisse d’une typologie des émotions patrimoniales.In: FABRE, Daniel (dir.). Émotions patrimoniales. Nouvelle édition [enligne]. Paris: Éditions de la Maison dessciences de l’homme, 2013, P 195 – 212.

MAIA, Andréa Casa Nova; SILVA, Regina Helena Alves da. Memória pública e ativismo: histórias de luta do Ocupe Estelita (Recife, Brasil). Renovar a Mouraria (Lisboa, Portugal). História Oral, v. 20, n. 2, p. 81-103, jul./dez. 2017.

MARQUES, José. Justiça libera acesso de ex-moradores a Bento Rodrigues, em Mariana.BemParaná. 09 de agosto de 2016.

NORA, Pierre. Entre Memória e História: A problemática dos lugares. Tradução de: Yara Aun Khoury. Revista Projeto História, São Paulo, 1993.

PRATS, L. (2006). La mercantilización del patrimonio: entre la economía turística y las representaciones identitarias.PH Boletín del Instituto Andaluz del Patrimonio Histórico, 58.

SCHEINER, Tereza Cristina M. Imagens do não-lugar: Comunicação e o patrimônio do futuro. Tese de doutorado em Comunicação Social. Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ – Brasil, 2004.

SILVA, A. F. Emoções patrimoniais em tempos de desastres: Bento Rodrigues entre a lama e a resiliência da memória. 1. ed. Curitiba: Apriss, 2024. 257p .

SILVA, Vicente de Paulo da; SILVA, Rene Gonçalves Serafim. Os atingidos por Barragens: Reflexões e discussões teóricas e os atingidos do assentamento Olhos D’água em Uberlàndia-MG. In: Soc& Nat, Uberlândia, ano 23 n. 3, set/dez. 2011, P 397 – 408.

SMITH, Laurajane. Uses of Heritage. Routledge, Oxford, 2006.

PISCAGLIA, Sabrina. Une émotion patrimoniale exemplaire: la destruction et la reconstruction du pavillon d’Art contemporain de Milan. In: Culture & Musées, n°8, p. 115-131, 2006.

VASCO, Marcela Roberta Guimarães. Vidas em suspenso: imagens e narrativas de Bento Rodrigues (MG) depois do rompimento da barragem de Fundão. 2020. 1 recurso online (184 p.) Tese (doutorado) - Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Campinas, SP.

Publicado

2025-11-10

Cómo citar

Silva, A. F. (2025). Emociones, sedición y patrimonios difíciles: la lucha por la preservación del territorio de Bento Rodrigues. Patrimônio E Memória, 21(1), 1–23. https://doi.org/10.5016/pem.v21.e3849