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DOSSIÊS 2022

 

DOSSIÊ 1-2022: Cidades operárias: do território à identidade

v. 18, n. 1 (janeiro a junho de 2022)

Prazo para submissão de artigos ao dossiê 1-2022: 1º de dezembro a 31 de março de 2022.

Organizadores: Domingo Cuéllar (Universidad Rey Juan Carlos, Espanha), Fernanda de Lima Lourencetti (Universidade de Évora, Portugal) e Eduardo Romero de Oliveira (UNESP, Brasil)

A expansão das cidades operárias (company towns) foi um processo globalizado, característico da lógica da industrialização que ocorreu durante o século XIX e a primeira metade do século XX (SICA, 1981; CRAWFORD, 1995). Paralelamente à inserção das urbes em uma estrutura econômica emergente a partir de 1800, as cidades foram condicionadas pelo modo de produção industrial, passando a ser polos de troca e concentração de riqueza. Apesar da importância deste processo de expansão, centenas de cidades e bairros nascidos a partir da atividade industrial, os quais se estenderam desde países mais desenvolvidos até países que se encontravam em processo de colonização, não dispomos de estudos suficientes para conhecer com maiores detalhes este desenvolvimento (auge e queda, em muitos casos).

Assim, com o objetivo de fomentar o debate científico internacional e transversal, vimos por meio deste propor a publicação de um dossiê cujo mote abranja diferentes formas de conservação da memória das cidades e bairros operários, através de artigos que demonstrem as influências e marcas que as indústrias tiveram ou deixaram no desenvolvimento espacial e cultural destes lugares. Tratando-se de um espaço de reflexão multidisciplinar sobre a relação entre o “antigo” e o “novo” e a conservação do que pode ser caracterizado como patrimônio “material” e “imaterial” (documentos; papéis; arquivos de empresa; saberes técnicos e produtivos, tácitos e codificados; desenhos, modelos e produtos; redes de energia e comunicação; máquinas e equipamentos; edifícios, locais e complexos de produção; instalações residenciais, educacionais, beneficentes, culturais, religiosas, recreativas; lugares industriais abandonados, áreas e paisagem moldadas pela industrialização) (FONTANA; MARUN; 2012).

O patrimônio industrial está diretamente ligado à arquitetura, ao urbanismo, à cultura, à economia e à população. Todos estes campos são aplicados em estudos sobre complexos industriais inseridos em um contexto urbano que demandou mudanças sociais e espaciais para a sua modernização. Os diferentes traçados urbanos das cidades e bairros operários contêm boa parte das características e circunstâncias que os moldaram: terrenos e imóveis como propriedades das empresas, controle da vida econômica e social do lugar, a influência de modelos urbanos como a cidade jardim e uma identidade singular que combina os interesses dos empregadores e dos trabalhadores, um marco do que ficou conhecido como paternalismo industrial (SIERRA, 1995). Tratava-se de espaços de ordem e controle (BENÉVOLO, 2007; FOUCAULT).

A vida da indústria, seu criador, seus funcionários, seu cotidiano são características intrínsecas à estrutura da cidade ou bairro operário, que sofreu uma grande transformação na sua configuração e funcionamento ao longo dos anos. Isto fez com que muitos perdessem a sua relevância como espaço industrial, não apenas devido ao seu próprio desenvolvimento, mas também por causa das mudanças organizacionais da exploração industrial (DANSERO; EMANUEL; GOVERNA, 2003). No entanto, existem casos nos quais isto não fez com que a sua identidade industrial desaparecesse por completo, tendo parte dela persistido, o que gera uma oportunidade para a elaboração de estudos sobre a sua conservação e a criação de possíveis propostas de intervenção a partir de uma interpretação correta (TILDEN, 2006).  Para ampliar este campo de estudo, o dossiê visa ter uma divulgação interdisciplinar de grande conhecimento cultural, social e técnico.

Espera-se ter uma publicação científica sobre formas e conceitos aplicados na revalorização da memória das cidades ou bairros operários, com um conjunto de artigos que represente a decomposição das várias partes deste campo de estudos: desenvolvimento histórico, técnico, social, econômico e morfológico. Estudos que ilustrem o potencial de conservação de conjuntos que podem ser considerados como seres viventes, já que continuam a sofrer alterações de acordo com a necessidade do meio, adequando-se aos interesses da época e do entorno ao qual pertencem, como partes de um todo pré-existente que sofre constante influência das mudanças sociais, espaciais e econômicas.

Propomos assim, a elaboração de um dossiê para todos aqueles interessados em estudar as cidades ou bairros operários com enfoques disciplinares variados (história, sociedade, território, arquitetura ou cultura) e escalas diferentes (estudos de caso, projetos de empresas, enfoques nacionais ou valorizações em conjunto). Serão bem-vindas propostas que recorram a investigações que façam referência a estes espaços como lugares com uma identidade própria. Tais propostas devem contribuir na elaboração de um conhecimento mais preciso sobre a sua evolução, seja na tentativa de contextualizar estudos de caso em um panorama global, seja na de identificar em conjuntos aqueles espaços que ressaltam a identidade industrial de uma forma mais singular, através da sua arquitetura, transmissão da cultura, pelo seu potencial ou, por que não, pela sua fragilidade.

Os organizadores da proposta do dossiê da revista Patrimônio e Memória receberão os textos que forem submetidos às avaliações dentro da política de avaliação da revista.

Bibliografia:

BENÉVOLO, Leonardo. Historia de la arquitectura moderna. 8 ed. rev. ampl. Barcelona: Editorial Gustavo Gili, 2007.

CRAWFORD, Margaret. Building the workingman’s paradise: the design of American company towns. New York: Verso, 1995.

DANSERO, Egidio; EMANUEL, Cesare; GOVERNA, Francesca. I patrimonio industriali: una geografia per lo sviluppo locale. Milão: F. Angeli, 2003.

FONTA, Giovanni Luigi; MARTINS, Claudia Marun Mascarenhas. Da história ao projeto: metodologia para análise do patrimônio industrial e boas práticas na reabilitação das company towns na Itália e no Brasil. Uma experiência em desenvolvimento. In: COLÓQUIO LATINOAMERICANO SOBRE RECUPERAÇÃO E PRESERVAÇÃO DO PATRIMÔNIO INDUSTRIAL, 6.; ENCONTRO INTERNACIONAL SOBRE PATRIMÔNIO FERROVIÁRIO, 4. Anais... São Paulo, Brasil, 2012.

FOUCAULT, Michel. Vigilar y castigar. Buenos Aires: Siglo XXI, 1978.

SICA, Paolo. Las ciudades especializadas del trabajo y del tiempo libre. In: SICA, Paolo. Historia del urbanismo: siglo XIX. Madrid: Instituto Nacional de la Administración Pública, 1981, p. 905-980.

SIERRA ALVAREZ, José. El obrero soñado: ensayo sobre el paternalismo industrial, Asturias, 1860-1917. Madrid: Siglo XXI, 1990.

TILDEN, Freeman. La interpretación de nuestro patrimonio. Pamplona: Asociación para la Interpretación del Patrimonio, 2006.

 

 

DOSSIÊ 2-2022: História e Patrimônio Militar

v. 18, n. 2 (julho a dezembro de 2022)

Prazo para submissão de artigos ao dossiê 2-2022: de 1º de abril a 31 de agosto de 2022.

Organizadores: Adler Homero Fonseca de Castro (IPHAN), Ianko Bett (GTHM-Anpuh/RS) e José Miguel Arias Neto (UEL)

O dossiê “História e Patrimônio Militar” acolherá artigos que enfoquem questões teóricas e metodológicas da produção do saber histórico e sua interface com as questões patrimoniais e dos bens culturais relacionados a atividades militares (Forças Armadas, Forças Auxiliares, milícias partidárias e forças de guerrilha) e amplo diálogo com outras áreas do conhecimento (História da Arte, Arquitetura, Sociologia, Antropologia).

Para participação no dossiê aceitam-se submissões que abordem os usos do passado (história e memória) e os embates em torno dos discursos, narrativas e representações, a produção e (re)invenção de tradições, as políticas públicas de preservação do patrimônio material e imaterial, além de experiências de pesquisa e ensino da história desenvolvidos em instituições e lugares de memória (museus, arquivos, bibliotecas, monumentos, cemitérios, etc.) de tipologia militar.

Também interessam para o dossiê abordagens que priorizem a discussão sobre a identificação, o levantamento, a salvaguarda e o registro do patrimônio relacionados a atividades militares; sobre normas e legislações (âmbito federal, estadual, municipal, institucional) referentes à preservação, comunicação e pesquisa dos bens patrimonializados relacionados a atividades militares e sobre narrativas históricas que tenham como suporte este patrimônio. 

 

 

 
Publicado: 2021-11-23
 

Dossiê 2 - 2021: Mudança climática e Patrimônio Cultural: pesquisas e perspectivas em debate

 

v. 17, n. 2 (agosto a dezembro de 2021)

Prazo máximo para submissão de artigos: 30 de setembro de 2021

 Organizadores: Profa. Dra. Aline Carvalho – Diretora do Comitê Científico sobre Mudanças Climáticas do ICOMOS-BR (NEPAM/UNICAMP) e Profa. Dra. Luana Campos – Secretária Gerald do Comitê (Pós-doutoranda UNICAMP e docente do Mestrado Profissional PEP/IPHAN)

A criação, em 2019, do Comitê Científico sobre Mudanças Climáticas pelo ICOMOS-BR trouxe uma nova perspectiva ao debate sobre preservação e gestão do patrimônio cultural em nossa contemporaneidade, período marcado pelas mudanças do clima e suas consequências no cotidiano Humano. As novas realidades climáticas marcam tensões no campo socioambiental e, claramente, lançam novos desafios ao tema patrimonial. Nesse contexto, o presente dossiê almeja reunir trabalhos que abordem os impactos provocados pelos efeitos climáticos ao patrimônio e, também, como o patrimônio pode ser configurado como chave de resiliência no enfrentamento desses ativos.

Fato, é que os impactos positivos e negativos nas alterações dos padrões atmosféricos intensificado pelas ações antrópicas são sentidas ao longo de centenas de anos pelo patrimônio cultural nas suas mais distintas formas de manifestação. Contudo, em particular no Brasil, as pesquisas e estudos desenvolvidos a cerca dessa temática ainda são jovens frente à necessidade de valorização do tema como pauta de políticas públicas. Nesse sentido, o Comitê propõe aos participantes que apresentem artigos sobre projetos, pesquisas e estudos que vêm sendo desenvolvidos neste âmbito para compor uma plataforma de diálogos sobre as presentes e futuras pesquisas concernentes à Mudança climática e ao Patrimônio Cultural.

 
Publicado: 2021-05-20
 

Dossiê 1 – 2021: Memória, história e desafios de povos originários e comunidades tradicionais na contemporaneidade

 

v. 17, n. 1 (janeiro a junho de 2021)

Prazo máximo para submissão de artigos: 21 de abril de 2021

 Organizadores: Prof. Dr. Nelson Russo de Moraes (UNESP-Tupã), Profa. Dra. Luciana Rodrigues Ferreira (UNAMA) e Prof. Dr. Sandro Benedito Sguarezi (UNEMAT).

 

O dossiê tem por objetivo reunir um coletivo de comunicações científicas que versem sobre reflexões acadêmicas e pesquisas no campo de convergência entre a memória, a história e suas historiografias, e os desafios contemporâneos para a cultura, o direito e as políticas públicas de povos originários (indígenas) e comunidades tradicionais (quilombolas, geraizeiras, ribeirinhas, caiçaras, dentre outros). É de interesse, deste dossiê temático, contribuir para a compreensão das relações entre os saberes e as práticas de vida; entre a cultura e a sociabilidade humana e entre o direito e as políticas públicas, como sistemas circunscritos dentro do âmbito da relação memória-história. Diante do exposto, o presente dossiê objetiva constituir-se como espaço transversal para o diálogo entre a memória, a história e as realidades de povos indígenas e comunidades tradicionais.

 

 
Publicado: 2020-12-01
 

Dossiê 2 – 2020: Florestan Fernandes: educação e cultura (1920-2020)

 

v. 16, n. 2 (agosto a dezembro de 2020)

Prazo máximo para submissão de artigos: 30 de setembro de 2020.

Organizadores: Prof. Dr. Conrado Pires de Castro (Universidade Federal de Lavras / MG) e Prof. Dr. Paulo Henrique Martinez (UNESP – Assis / SP)

 

A criação da Universidade de São Paulo (1934) proporcionou a disseminação de diferentes modos de pensar em nossa cultura letrada. Novos conhecimentos sobre a história, a terra e a gente foram sistematicamente construídos sob a inspiração e a orientação teórica, metodológica e empírica das artes, ciências sociais e humanidades. A recusa de estereótipos, de juízos de valor e de criações artísticas e literárias sobre a formação social e a população, secularmente idealizados e estabelecidos pelas oligarquias regionais, a partir de concepções católicas, etnocêntricas, cientificistas, racistas e violentas, foi traço distintivo daquelas investigações e interpretações, notadamente da sociologia e da antropologia. No conjunto da obra de Florestan Fernandes, parte significativa distingue-se pelo exame de formas e de funções históricas identificadas em comunidades urbanas e rurais, entre classes e grupos sociais, étnicos, etários e profissionais, com a intenção consciente e deliberada de “compreender o povo em sua diversidade” (O folclore em questão, 1978, p. 133). Este dossiê pretende reunir estudos, questionamentos e análises sobre a empiria recuperada – acervos e documentação textual, oral e iconográfica, crenças, valores, objetos, memória coletiva, linguagens, biografias, histórias de vida, observação direta – e os procedimentos metodológicos de investigação e de interpretação mobilizados pelo sociólogo paulista em sua vasta e diversificada obra dedicada ao ensino e pesquisa sobre a sociedade brasileira no centenário de seu nascimento. 

 
Publicado: 2020-06-02
 

Dossiê 1 – 2020: Desafio e oportunidades do patrimônio ferroviário na América Latina no século XXI

 

Dossiê 1 – 2020: Desafio e oportunidades do patrimônio ferroviário na América Latina no século XXI

v. 16, n. 1 (janeiro a junho de 2020)

Prazo máximo para submissão de artigos: 21 de abril de 2020.

Organizadores: Prof. Dr. Eduardo Romero de Oliveira (UNESP, Brasil) e Prof. Dr. Domingo Cuéllar (Grupo RENFE, Espanha)

 

Hoje em dia está fora de dúvida a relevância que a ferrovia teve sua construção na sociedade contemporânea. Seu desenvolvimento ocorreu em paralelo ao impulso das sucessivas revoluções industriais que tiveram lugar nos últimos séculos. Esta relevância histórica teve seu reflexo sobre uma importante herança patrimonial cuja valoração, gestão e difusão resultam extremamente complexas por sua diversidade, volume e dispersão. Apesar de termos uma maior coincidência sobre a notabilidade do nosso patrimônio ferroviário, existem dificuldades evidentes sobre como interpretar e atuar sobre o mesmo. Isso obriga a um trabalho contínuo de investigação dos bens ferroviários. Assim, a valoração é, todavia, um desafio de resultados incertos, mas também constitui uma oportunidade de construir um legado as futuras gerações.

No caso da América Latina, sua história ferroviária é de plena relevância e se caracterizou, entre outras questões, por várias características: pela presença dominante de capital estrangeiro; a proeminência dos fluxos de carga exportadas e a profunda crise de finais do século XX; as mudanças no ciclo ferroviários no continente; além de um imenso legado não operacional e com alto risco de desaparecimento.

Neste início do século XXI, como interpretar os vestígios materiais que até pouco tempo desempenharam uma função na estrutura socioeconômica da sociedade? Como produzir novas narrativas acerca do trabalho a partir das memórias dos trabalhadores, dos documentos produzidos por eles e dos acervos documentais produzidos nos espaços ferroviários? Como preservar para fins de pesquisa um acervo relacionado a este patrimônio, associada com as estruturas ferroviárias e por referências as memórias do trabalho? Como gerar novas propostas museológicas, não simplesmente sobre objetos, mas principalmente sobre o território produzido no entorno da expansão ferroviária?

O problema atual é saber se novas formas de educação patrimonial (por meio de visitas escolares aos museus ferroviários) estão contribuindo para que exista um sentimento de apropriação social e um conhecimento crítico sobre o passado local; isto é, uma valorização cidadã da diversidade cultural. De forma a aproveitar os vestígios materiais do processo da industrialização associada a um compromisso social pela conservação dos bens culturais do passado industrial.

Consequentemente, este dois conjuntos de problemas nos colocamos as seguintes questões: Estão se aproveitando as oportunidades educativas dos museus industriais nas escolas? Como é a relação entre os museus industriais e as escolas com passado industrial? Por fim, qual o papel que pode ser atribuído ao patrimônio industrial junto à Educação Básica, no sentido em que estes bens apoiem  uma compreensão cidadã da sociedade ?

O dossiê está centrado em três temáticas, por meio do qual esperamos apresentar reflexões e estudos que permitam pensar essas questões. A primeira temática é reunir estudos que pensem os museus como uma instituição em que pode atuar na conservação e difusão da cultural do transporte. Também se privilegia estudos, numa segunda temática, que atentem para a educação como uma forma de estimular a aprendizagem através do estudo dos bens industriais. E, uma terceira temática do dossiê, é tomar o território como lugar de preservação que envolva entidades públicas e privadas e os agentes socioeconômicas.

Os organizadores da proposta do dossiê da revista Patrimônio e Memória receberão textos numa dessas três temáticas, que serão submetidas às avaliações dentro da politica de avaliação do periódico.

 
Publicado: 2020-01-26
 

Dossiê 2 - 2019: Memoria de Inmigrantes: Patrimonio, Identidad y Nuevos Lugares Urbanos de Representación

 

v. 15, n. 2 (julho a dezembro de 2019)

Prazo para submissão de artigos: até 30 de setembro de 2019.

Organizadores: Profa. Dra. Jenny González Muñoz (PNPD/Historia-Universidade de Passo Fundo, RS - Brasil) e Profa. Dra. Noemí Frías Durán (Universidad Pedagógica Experimental Libertador / Instituto Pedagógico de Caracas - Venezuela).

PROPOSTA: El patrimonio visto como manifestación o bien heredado y transmitido de generación en generación, al vincularse con el hecho cultural obedece ciertos aspectos relacionados directamente con la memoria de quienes lo han construido. Dicha memoria abarca diversos ámbitos como el colectivo (HALBWACHS, 1976)[1] aquellos recuerdos comunes entre los miembros de un mismo grupo y el social (CANDAU, 2012)[2] establecido desde la perspectiva de los recuerdos aceptados por distintos componentes humanos. Lo cual ocurre también en los procesos memoriales referidos a situaciones históricas, incluidas las contemporáneas. De manera que, dentro de la construcción social de la cultura y su sentido de identificación, reconocimiento y apropiación colectiva, se yergue el patrimonio como la normatización y apropiación de la materialidad e inmaterialidad de la cultura, lo cual abre caminos para una diversidad de alternativas respecto a la memoria de inmigrantes en función de nuevas maneras de asumir espacios que le son ajenos para tornarlos suyos, como lugares (AUGÉ, 1993)[3], haciendo posible la representación de manifestaciones culturales producidas y trasplantadas por dichos grupos. Este dossier está concebido para recibir trabajos que apunten a reflexionar y observar hermenéuticamente el desarrollo de esa nueva manera de producir o re-producir aspectos de la cultura propia de quienes están en condición de inmigrantes, en espacios alternativos no originarios, localizados en ciudades que han albergado a esos grupos sociales, inmigrantes provenientes de varias partes del mundo que van formando así nuevos sistemas memoriales (NORA, 1984)[4] de identidad (HALL,  2015; HOBSBAWM, 1997)[5], y multiculturalidad. Cabe destacar la posibilidad de apuntar también hacia los desafíos que todo este proceso sufre y crea en la contemporaneidad.

 


[1] HALBWACHS, MauriceLes cadres sociaux de la mémoire. Paris: Mouton, 1976.

[2] CANDAU, Joel. Memoria e identidade. São Paulo: Contexto, 2012.

[3] AUGÉ, Marc. Los 'no lugares', espacios del anonimato: una antropología sobre la modernidad. Barcelona: Gedisa, 1993.

[4] NORA, Pierre (Org.). Entre mémoire et historique: la problématique des lieux. In: Les lieux de mémoire: la Republique. Paris: Gallimard, 1984.

[5] HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade. Rio de Janeiro: DP&A, 2015.

HOBSBAWM, Eric. A invenção das tradições. São Paulo: Paz e Terra, 1997.

 

 

 
Publicado: 2019-05-14
 

Chamada para publicação de dossiês

 

A revista Patrimônio e Memória receberá até a data de 30 de abril de 2019 propostas para a publicação de dossiês para seus dois próximos números (2º semestre de 2019 e 1º semestre de 2020).

Serão aceitas propostas que contemplem temas relacionados aos campos da História e das Letras (Literatura e Linguística), notadamente em suas vertentes do patrimônio cultural, em diferenciadas formas e modalidades, resultantes de investigação acadêmica. Também se aceitarão colaborações no âmbito das áreas das Artes, Arquitetura e Urbanismo, Ciências Sociais e Educação, quando possíveis relacionadas aos aspectos culturais do patrimônio e da memória.

A proposta deve conter o título do dossiê, o resumo do tema do dossiê, uma justificativa que contemple a originalidade e a relevância da proposta, o nome e a filiação institucional dos proponentes e um breve currículo de cada um de seus organizadores.

A proposta deve ser enviada para o e-mail: patrimonioememoria@gmail.com

 

 
Publicado: 2019-03-23
 

Dossiê 1-2019: Alimentação

 

v. 15, n. 1 (janeiro a junho de 2019)

A revista Patrimônio e Memória está recebendo artigos para o dossiê Alimentação: práticas, significados e cultura em perspectivas sociais e históricas, organizado pelo Prof. Dr. Rubens Leonardo Panegassi (Universidade Federal de Viçosa / MG) até o dia 15 de abril de 2019.

O dossiê pretende reunir textos resultantes de estudos multidisciplinares que analisem fatores históricos, culturais, econômicos ou políticos relacionados à alimentação e suas práticas, comportamentos ou hábitos sociais. Serão bem-vindas contribuições que discutam os significados simbólicos da alimentação em relações cotidianas, bem como assuntos relacionados à sociabilidade em torno da mesa, circulação e consumo de alimentos, literatura e alimentação, memória e alimentação, identidade cultural e alimentação, patrimônio cultural e alimentação, reflexões teóricas sobre alimentos na história gastronômica, antropologia e alimentação e sociologia da alimentação.

 
Publicado: 2019-03-15
 
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