Nacionalismos e nativismos nos anos de 1920

João de Barros e a aproximação lusobrasileira

Autores

Palavras-chave:

Nacionalismos, Nativismos, Relações luso-brasileiras, Intelectuais e João de Barros

Resumo

O presente artigo buscou recuperar e problematizar o contexto dos discursos das correntes nacionalistas em pauta no cenário brasileiro dos primeiros anos da década de 1920. A análise privilegia as relações e diálogo do escritor português João de Barros (1881- 1960), na sua obra O Sentido do Atlântico (1921), com grupos de intelectuais brasileiros dessa época. Barros, escritor-cidadão, poeta, pedagogo, publicista e republicano português foi um dos principais protagonistas da campanha pela aproximação cultural luso-brasileira, nos anos de 1912 a 1922, estimulada por grupos de intelectuais em ambas as margens do Atlântico. Em linhas gerais, havia duas tendências nas organizações nacionalistas da época em pauta. Uma que se revia como tributária da herança portuguesa e reconhecia o papel dos portugueses na formação do Brasil e a outra representada por um grupo de intelectuais identificados com um nacionalismo radical nativista, que endossava uma interpretação lusófoba da história brasileira.

Biografia do Autor

Luciana Lilian de Miranda, Universidade Estadual Paulista UNESP

Professora Tutora Doutora em EAD na Universidade Brasil. Docente efetiva na Secretaria Municipal de Educação de São Paulo. Realizou estágio Pós-Doutoral PNPD/Capes no Programa de Pós-Graduação em História da UFG (2016-2018). Nesse período, além da pesquisa desenvolvida acerca do pensamento e produções literárias do grupo da Revista Festa (1919-1929), ministrou disciplinas, seminários e cursos na Graduação e Pós-Graduação em História. Doutora em História Contemporânea pela FCSH da Universidade Nova de Lisboa (2014), título revalidado pela UNICAMP (Maio de 2015). Mestre em História Social pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU, 2003). Bacharel e Licenciada em História pela mesma instituição (2000).

Referências

*Fontes*

“Nosso Programa”, BOMÍLCAR, Álvaro (dir.), Braziléa: revista mensal de sociologia, arte e crítica. Rio de Janeiro, nº 1, p. 3, jan. 1917. Acervo de periódicos da Biblioteca Nacional, Rio de Janeiro.

“Propaganda Nativista”, DELAMARE, Alcebíades (dir.), Gil Blas. Rio de Janeiro, nº 33, p. 10, 25 set. 1919. Acervo de periódicos da Biblioteca Nacional, Rio de Janeiro.

“A Questão Nacionalista”, DELAMARE, Alcebíades (dir.), Gil Blas. Rio de Janeiro, nº 36, p. 3, 16 out. 1919. Acervo de periódicos da Biblioteca Nacional, Rio de Janeiro.

TORRES, Antonio, “A União Luso-brazileira”, in: DELAMARE, Alcebíades (dir.), Gil Blas. Rio de Janeiro, nº 68, p. 3, 27 mai. 1920. Acervo de periódicos da Biblioteca Nacional, Rio de Janeiro.

MAÚL, Carlos, “A Confusão Luso-brazileira”, in: DELAMARE, Alcebíades (dir.), Gil Blas. Rio de Janeiro, nº 68, p. 6, 27 mai. 1920. Acervo de periódicos da Biblioteca Nacional, Rio de Janeiro.

“Os Doze Marcos de ‘Gil Blas’ ”, DELAMARE, Alcebíades (dir.), Gil Blas. Rio de Janeiro nº 85, p. 5-6, 23 set. 1920. Acervo de periódicos da Biblioteca Nacional, Rio de Janeiro.

RIBEIRO, João, “Jacobinismo Portuguez”, in: DELAMARE, Alcebíades (dir.), Gil Blas. Rio de Janeiro, nº 87, p.4, 7 out. 1920. Acervo de periódicos da Biblioteca Nacional, Rio de Janeiro.

*Referências*

ALVES, Jorge Luís dos Santos. Malheiro Dias e o luso-brasileirismo - Um estudo de caso das relações culturais Brasil – Portugal. 2009. 361f + Anexos. Tese (Doutorado em História), Programa de Pós-Graduação em História, Universidade do Estado do Rio de Janeiro

(UERJ), Rio de Janeiro, 2009.

BARROS, João de. A aproximação luso-brasileira e a paz. Lisboa: Livrarias Aillaud e Bertrand, 1919.

______. Portugal Maior: conferência. Rio de Janeiro: Livraria Francisco Alves, 1920.

______. Sentido do Atlântico. Lisboa : Livrarias Aillaud e Bertrand, 1921.

BOLMICAR, Alvaro. A politica no Brazil ou o nacionalismo radical: ensaio de critica social e histórica. Rio de Janeiro: Leite Ribeiro e Maurillo, 1920.

BUENO, Luís. Tamancófilos e tamancófobos de 1925. Revista Letras, Curitiba, n. 59, p. 93- 101, jan./jun. 2003. Editora: UFPR. Disponível em:  http://www.letras.ufpr.br/documentos/pdf_revistas/bueno59.pdf . Acesso em: 2 dez. 2013.

CARVALHO, José Murilo de, Os Bestializados: o Rio de Janeiro e a República que não foi. São Paulo: Cia. das Letras, 2006.

DIMAS, Antônio. Tempos Eufóricos: análise da revista Kosmos, 1904-1909. São Paulo: Ática, 1983.

JESUS, Carlos Gustavo Nóbrega de. Revista Gil Blas e o nacionalismo de combate (1919-1923). São Paulo: Cultura Acadêmica, 2012. Disponível em:  http://www.santoandre.sp.gov.br/pesquisa/ebooks/365134.pdf . Acesso em: 2 jul. 2013.

LIPPI OLIVEIRA, Lúcia. A questão nacional na Primeira República. São Paulo: Brasiliense: Brasília: CNPq, 1990.

MACHADO, Álvaro Manuel. A Geração de 70 – uma revolução cultural e literária. Lisboa: Instituto de Cultura e Língua Portuguesa, 1986.

OLIVEIRA. Alberto de. Na Outra banda de Portugal: quatro anos no Rio de Janeiro. Lisboa: Portugal-Brasil; Rio de Janeiro: Companhia Editora Americana: Livraria Francisco Alves, 1919.

PAULO, Heloisa. Aqui também é Portugal: A Colónia Portuguesa do Brasil e o Salazarismo. Coimbra: Quarteto, 2000.

PEIXOTO, Afrânio. Minha Terra, Minha Gente. Rio de Janeiro: Livraria Alves, 1916.

QUEIROZ, Suely R. Reis de. Os radicais da república: jacobinismo ideologia e ação (1893- 1897). São Paulo: Brasiliense, 1986.

QUENTAL, Pedro de Araújo. A latinidade do conceito de América Latina. GEOgraphia, América do Norte, 14, jan. 2013. Disponível em:  http://www.uff.br/geographia/ojs/index.php/geographia/article/view/520/338 . Acesso em: 19 jul. 2013.

RANQUETAT JÚNIOR, Cesar Alberto. A Campanha Cívica de Olavo Bilac e a criação da Liga da Defesa Nacional. Publ. UEPG Humanit. Sci., Linguist., Lett. Arts, Ponta Grossa, 19 (1): 9-17, jan./jun. 2011. Disponível em:  http://www.revistas2.uepg.br/index.php/humanas . Acesso em: 1 ago. 2013.

RIBEIRO, Gladys Sabina. A liberdade em construção: identidade nacional e conflitos antilusitanos no Primeiro Reinado. Tese de Doutorado, Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), 1997.

______. Antes sem pão do que sem pátria: o antiportuguesismo nos anos da década de 1920. Brasil e Portugal: 500 anos de enlaces e desenlaces. Convergência Lusíada, Rio de Janeiro, v. 2, pp. 147-162, 2001.

RANQUETAT JÚNIOR, Cesar Alberto. “A Campanha Cívica de Olavo Bilac e a criação da Liga da Defesa Nacional”. Publ. UEPG Humanit. Sci., Linguist., Lett. Arts, Ponta Grossa, 19 (1): 9-17, jan./jun. 2011. Disponível em:  http://www.revistas2.uepg.br/index.php/humanas. Acesso em: 1 ago. 2013.

RIBEIRO, Gladys Sabina. A liberdade em construção: identidade nacional e conflitos antilusitanos no Primeiro Reinado. 1997. 550 f. Tese (Doutorado em História) –Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), 1997.

______. Antes sem pão do que sem pátria: o antiportuguesismo nos anos da década de 1920. Brasil e Portugal: 500 anos de enlaces e desenlaces. Convergência Lusíada, Rio de Janeiro, v. 2, p. 147-162, 2001.

ROMERO, Sílvio. O Elemento Português no Brasil: Conferência. Lisboa: Tipografia da Companhia Nacional Editora, 1902.

TORRES, Antônio. As Razões da Inconfidência. Rio de Janeiro: A. J. Castilho, 1925.

Downloads

Publicado

30-12-2015

Como Citar

Miranda, L. L. (2015). Nacionalismos e nativismos nos anos de 1920: João de Barros e a aproximação lusobrasileira. Patrimônio E Memória, 11(2), 21–51. Recuperado de https://pem.assis.unesp.br/index.php/pem/article/view/3528