Um diagnóstico para os acervos

a eugenia nas publicações de Renato Kehl e João Candido Ferreira (1920-1930)

Autores

Palavras-chave:

Arquivos de intelectuais, Eugenia, Renato Kehl, João Candido Ferreira

Resumo

Ao trabalharmos nos arquivos dos médicos e intelectuais João Candido Ferreira e Renato Kehl, notamos uma grande quantidade de publicações em impressos periódicos ao longo de suas trajetórias, sobretudo nos anos de 1920 e 1930. Propomos, então, investigar ambos os arquivos e analisar suas dificuldades, formas de interpretação ao trabalhar com essa documentação e questões que envolvem o tratamento com a temática referente à eugenia.

Biografia do Autor

Gerson Pietta, Universidade Estadual Paulista UNESP

Possui graduação em História pela Universidade Estadual do Centro-Oeste (UNICENTRO) Paraná (2010). Mestrado em História pelo Programa de Pós-Graduação em História e Regiões da mesma IES. Vinculado à linha de pesquisa regiões: práticas socioculturais e relações de poder, atuou em pesquisas ligadas aos temas: história intelectual, história da eugenia, história da saúde pública, raça, nação, regiões, identidades sociais e relações de poder. Atualmente é Doutor em História pela Universidade Federal do Paraná, com pesquisa financiada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPES, atuando em pesquisas ligadas à história intelectual, história das ciências, eugenia, criminologia e nação. Membro do Grupo de Pesquisa História Intelectual, História dos Intelectuais e Historiografia, do Grupo de Pesquisa Intelectuais, ciência e nação, na Linha de Pesquisa Intelectuais, raça e nação e do Grupo de Pesquisa Centro de Documentação e Pesquisa em História CEDOPE.

Leonardo Dallacqua de Carvalho, Universidade Estadual Paulista UNESP

Doutor em História pela Casa de Oswaldo Cruz/FIOCRUZ-RJ (2019) e bolsista FIOCRUZ. Mestre em História pela Universidade Estadual Paulista - UNESP (2014) e bolsista FAPESP. Graduado em História pela Universidade Estadual Paulista - UNESP (2010) e bolsista FAPESP. Atualmente é Pesquisador pela Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (DCR) (FAPEMA-CNPq). Credenciado e Docente no Pós-Graduação em História (PPGHIST), na Universidade Estadual do Maranhão. Pós-Doutorado em História pela Universidade Federal da Fronteira Su (2021-2022). Foi professor substituto no Instituto Federal do Piauí, campus de Teresina, Zona Sul (2019 e 2020). 

Referências

*Fontes*

A Gazeta, Rio de Janeiro, 1957. Biblioteca Nacional.

A Noite. Rio de Janeiro, 1922. Biblioteca Nacional.

A Republica. Curitiba, 1929. Biblioteca Nacional.

Correio da Manhã. Rio de Janeiro, 1930; 1933. Biblioteca Nacional.

FERREIRA, João Candido. Das Nevrites Periphericas (These inaugural). Rio de Janeiro: Typ. E Lit. de Carlos Gaspar da Silva, 1888.

______. Prophylaxia da Tuberculose. Lapa: Typografia a vapor Impressora Paranaense, 1897.

______. O álcool não é aperitivo, nem termogênico: Lição proferida no Hospital de Misericórdia de Curityba. Curitiba: Empreza Graphica Paranaense, 1922a.

______. Allocução. Curitiba, 1922c.

______. A Eugenia. Conferencia pronuncaiada no Theatro Guayra a 25 de Fevereiro de 1923, sob os auspícios do Centro de Letras do Paraná. Curitiba: Livraria Economica, 1923.

______. A Oração de Paraninfo. 1938. In: LIMA, Eduardo Santos. João Cândido Ferreira: uma existência glorificada na prática e no ensino da medicina. Editora da UFPR, Curitiba, 1988.

KEHL, Renato. Por que sou eugenista. Rio de Janeiro: F. Alves, [s.d.].

O Globo. Rio de Janeiro, 1935. Biblioteca Nacional.

Paraná-Medico. Curitiba, 1917. Biblioteca Pública do Paraná.

Revista do Centro de Letras do Paraná. Curitiba, 1922. Biblioteca Pública do Paraná.

Revista Médica do Paraná. Curitiba, 1932. Biblioteca Pública do Paraná.

*Referências*

BRITTO, Clovis Carvalho. Uma trajetória em narrativas: o artesanato intelectual de Renato Ortiz. Sociedade e Estado (UnB. Impresso), v. 25, p. 384-394, 2010.

CAMPOS, Névio de. Victor Ferreira do Amaral e Silva. Do Oikos a Scholé (1862-1878). In: Revista HISTEDBR On-line, Campinas, n.41, p. 72-87, mar, 2011.

CERTEAU, Michel de. A invenção do Cotidiano: 1. Artes de fazer. Tradução: Ephraim Ferreira Alves. 3. ed . Editora Vozes: Petrópolis, 1998.

DE LUCA, Tania Regina; História dos, nos e por meio dos. In: PINSKY, Carla Bassanezi (Org.). Fontes Históricas. 2. ed. São Paulo: Contexto, 2008.

LIMA, Nísia Trindade; HOCHMAN, Gilberto. Condenado pela Raça, Absolvido Pela Medicina: O Brasil Descoberto pelo Movimento Sanitarista da Primeira República. In: MAIO, Marcos Chor; SANTOS, Ricardo V.(Orgs.). Raça, Ciência e Sociedade. Rio de Janeiro: Editora FIOCRUZ/CCBB, 1996.

MACEDO, José Pereira de. Professor João Candido Ferreira. In: LIMA, Eduardo Santos. João Cândido Ferreira: uma existência glorificada na prática e no ensino da medicina. Curitiba: Editora da UFPR, 1988.

MAIO, Marcos Chor. A Medicina de Nina Rodrigues: Análise de uma Trajetória Científica. Cad. Saúde Públ., Rio de Janeiro, 11 (2): 226-237, Apr/Jun, 1995.

______. O projeto Unesco: Ciências Sociais e o “credo racial brasileiro. Revista USP, São Paulo, n.46, 2000, pp. 115-128.

MELLO, Maria Teresa Villela Bandeira de. Arquivos de cientistas como fontes para a história das ciências. In: MOLLO, Helena Miranda (org.). Biografia e história das ciências : debates com a história da historiografia. Ouro Preto: EDUFOP/PPGHIS, 2012.

MOTA, Andre; Tarelow, Gustavo Querodia. Eugenia, organicismo e esquizofrenia: diagnósticos psiquiátricos sob a lente de Antônio Carlos Pacheco e Silva, nas décadas de 1920-40. Revista de História (UFES), v. 34, p. 255-279, 2015.

MOTA, André. Quem é bom já nasce feito: sanitarismo e eugenia no Brasil. Rio de Janeiro: DP&A, 2003.

PIETTA, Gerson. Medicina, eugenia e saúde pública: João Candido Ferreira e um receituário para a nação (1888-1938). Dissertação de Mestrado. Irati, PR: Unicentro, 2015.

SOUZA, Vanderlei Sebastião de. A política biológica como projeto: A “Eugenia negativa” e a construção da nacionalidade na trajetória de Renato Kehl (1917- 1932). Dissertação – Fiocruz, Rio de Janeiro, 2006.

______. Renato Kehl, o eugenista do Brasil. In: HOCHMAN, Gilberto; LIMA, Nísia Trindade. Médicos intérpretes do Brasil. São Paulo: Hucitec, 2015. pp. 262-284.

STEPAN, Nancy Leys. Eugenia no Brasil, 1917-1940. In: HOCHMAN, Gilberto (org.) Cuidar, controlar, curar: ensaios históricos sobre saúde e doença na América Latina e Caribe. Rio de Janeiro: Ediora Fiocruz, 2004.

______. A Hora da Eugenia: raça, gênero e nação na América Latina. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, 2005.

STERN, Alexandra. Eugenic Nation: faults and frontiers of better breeding in modern America. California: University of California Press, 2005.

TURDA, Marius; GILLETTE, Aaron. Latin Eugenics in Comparative Perspective. London & New YorK: Bloomsbury Academic, 2014.

VELLOSO, Verônica Pimenta.; XAVIER, Andréa Lemos.; FONSECA, Rachel Fróes da. Escola Anatômica, Cirúrgica e Médica do Rio de Janeiro. In: Dicionário Histórico-Biográfico das Ciências da Saúde no Brasil (1832-1930). Casa Oswaldo Cruz / Fiocruz, s/d. Disponível em: http://www.dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/iah/pt/index.php Acesso em: 29 ago.2016.

Downloads

Publicado

30-12-2016

Como Citar

Pietta, G., & Dallacqua Carvalho, L. (2016). Um diagnóstico para os acervos: a eugenia nas publicações de Renato Kehl e João Candido Ferreira (1920-1930). Patrimônio E Memória, 12(2), 4–26. Recuperado de https://pem.assis.unesp.br/index.php/pem/article/view/3478