"No se perdió nada de valor"
Modos de habitar, tecnologías de la memoria y patrimonio en los bordes húmedos de la ciudad
DOI:
https://doi.org/10.5016/pem.v22.e4262Palabras clave:
memoria social, saberes tradicionales, cambio climatico, AntropocenoResumen
Este artículo analiza el papel de la memoria y del patrimonio como prácticas relacionales para hacer frente a las crisis socioambientales en el contexto del Antropoceno, a partir de una investigación etnográfica realizada con comunidades ribereñas de Pelotas (Rio Grande do Sul, Brasil), gravemente afectadas por la inundación de 2024. En diálogo con autores como Latour, Haraway, Tsing, Tornatore y Sterling, el trabajo problematiza las respuestas tecnocráticas al cambio climático y enfatiza los saberes situados, las experiencias vividas y las relaciones multiespecie. La investigación, de carácter cualitativo y orientada por la investigación-acción, recurre a entrevistas narrativas, registros audiovisuales y prácticas cartográficas elaboradas de manera colaborativa. Las narrativas analizadas ponen de manifiesto un desplazamiento de la noción de pérdida desde el plano material hacia el relacional, en el que los vínculos sociales, territoriales y afectivos adquieren un papel central en la elaboración colectiva de la experiencia extrema. Al articular memoria, trauma colectivo y patrimonio, el artículo propone concebir el patrimonio como un dispositivo crítico y emergente, capaz de mediar en procesos de resiliencia, restitución y continuidad de la vida en contextos de emergencia climática.
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