O contributo da cosmovisão chinesa para o planejamento territorial e paisagístico contemporâneo

Autores

  • Gabriela Campelo Aragão Bitencourt UFMG - NPGAU ( Universidade Federal de Minas Gerais - Programa de Pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo) https://orcid.org/0000-0003-4957-4032

DOI:

https://doi.org/10.5016/pem.v22.e4221

Palavras-chave:

Planejamento Territorial, Projeto Paisagístico, Cosmovisão Chinesa, Crise Climática, Cidades-esponja

Resumo

O artigo explora as noções tradicionais acerca do I Ching Feng Shui e ShanShui como forma de evidenciar a herança milenar da cosmologia e da filosofia chinesa como um contributo para a ascensão e consolidação de contemporâneas estratégias de planejamento territorial e projetos paisagísticos sustentáveis na China. Através dessa discussão, ressaltamos o papel político e ambiental do projeto paisagístico em meio à crise global de mudanças climáticas, além de evidenciar o caráter singular da produção arquitetônica, urbanística e paisagística chinesa, no que se refere à capacidade de articular contradições e dualidades que parecem ser desafios intrínsecos ao pensamento ocidental, como por exemplo: a união entre inovação e tradição, a coexistência e o diálogo harmonioso entre as diferentes escalas espaciais e a conciliação entre o ambiente construído pelo homem e a natureza. Nesse sentido, trazemos luz aos novos padrões e exitosas condutas presentes no campo da Arquitetura e Urbanismo, propagadas pela China da Nova Era, especificamente vinculadas ao conceito de “Cidades Esponjas”, proposto pelo arquiteto Kongjian Yu, que se baseia na implementação de um sistema de infraestruturas ecológicas que visam melhorar a capacidade de drenagem e o equilíbrio hidrológico no território. Por fim, destaca-se a particular trajetória chinesa, por revelar uma ativa busca por soluções pertinentes às atuais demandas mundiais de sustentabilidade e qualidade de vida, sem anular o direito ao desenvolvimento e implementação de infraestruturas no Sul Global.

 

Biografia do Autor

  • Gabriela Campelo Aragão Bitencourt, UFMG - NPGAU ( Universidade Federal de Minas Gerais - Programa de Pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo)

    Doutora em Arquitetura e Urbanismo (NPGAU-UFMG). Em 2023, com apoio de bolsa do CNPq, realizou o doutorado sanduíche na School of Architecture and Urban Planning (SAUP) of Huazhong University of Science and Technology (HUST) em Wuhan (China), colaborando no estabelecimento da parceria entre a EA UFMG e a SAUP HUST, oficializada mediante a criação do Instituto de Pesquisa HUST-UFMG+ de Desenvolvimento Territorial e Patrimônio Cultural. Mestre em Ambiente Construído e Patrimônio Sustentável (PACPS-UFMG). Arquiteta e Urbanista pela FAU-UFAL com formação mista em Gestão Urbana e Desenvolvimento Sustentável pelo Institute of Housing and Urban Development Studies (IHS) da Erasmus University of Rotterdam (2013) - curso facilitado pelo programa federal de bolsas Ciências Sem Fronteiras do CNPq. Atualmente integra os grupos de pesquisa: Geopolítica e Planejamento Territorial (GeoPT-UFMG) e Nova Economia do Projetamento (NEP-UERJ). Faz parte da equipe curatorial do evento EXPO CHINA (parceria EA-UFMG + IC-UFMG). Trabalhou como professora substituta no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Minas Gerais (IFMG) - Campus Santa Luzia (2023-2024), ministrando aulas para o cursos de bacharelado em Arquitetura e Urbanismo e Engenharia Civil; curso superior de Tecnologia em Design de Interiores; curso Técnico Subsequente em Paisagismo e curso Técnico Integrado em Edificações. Atuou durante três anos (2022-2025) como corpo técnico da pesquisa em Inovação e Desenvolvimento Tecnológico de parceria entre universidade (UFMG + IFMG) e empresa (VLi Logística Multimodal), denominado Projeto MAPAS (Mapeamento, Análise, Prognóstico e Ações Socioambientais).

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Publicado

18-10-2026

Como Citar

O contributo da cosmovisão chinesa para o planejamento territorial e paisagístico contemporâneo. (2026). Patrimônio e Memória, 22, 1-36. https://doi.org/10.5016/pem.v22.e4221