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uma arribada francesa em Alagoas em 1747
Mots-clés :
Arribada, Franceses, Brasil ColonialRésumé
A prática das arribadas era constante em todo o litoral do continente americano durante o período colonial. Consistia em uma parada fora da rota estipulada, motivada por vários fatores, desde doenças a bordo, até o estabelecimento de relações comerciais ilícitas. Na América portuguesa, rota de passagem nas viagens entre a Europa e a Ásia, e entre a Europa e a América espanhola, essas paradas ocorriam regularmente. A costa do Brasil recebeu, ao longo de todo o período de colonização, inúmeras arribadas de embarcações portuguesas, espanholas, inglesas, francesas e holandesas. Cabia às autoridades locais proceder à averiguação das intenções por trás de tais paradas. Este artigo pretende apresentar o conceito de arribada, já muito bem estabelecido pela historiografia, utilizando-se de um estudo de caso sobre uma arribada francesa ocorrida em Alagoas, em 1747. Trata-se de debater o significado da prática, as motivações e suas consequências para a administração e a economia locais no norte do Estado do Brasil, e desenvolver o argumento de que tal atividade não apenas constituía uma parte do universo colonial, como era importante para os reinos envolvidos, ao tocar questões de diplomacia, política, comércio, administração e poder.
Références
Fontes
Manuscritos
AUTO (traslado) da devassa e exame feitos pelo capitão de Infantaria da praça Pernambuco, Jerônimo Mendes da Paz, da embarcação francesa chamada Leusenbek. Alagoas, 19 de abril de 1747. AHU_ACL_CU_015, Cx. 65. D. 5535 (Arquivo Histórico Ultramarino, Lisboa).
CARTA do [governador da capitania de Pernambuco, conde dos Arcos], D. Marcos José de Noronha e Brito, ao rei [D. João V], sobre o naufrágio de uma embarcação francesa no distrito de Peripueira, termo da vila das Alagoas. Recife, 9 de julho de 1747. AHU_ACL_CU_015, Cx. 66. D. 5591 (Arquivo Histórico Ultramarino, Lisboa).
Impressos
Informação Geral da Capitania de Pernambuco 1749. In: Anais da Biblioteca Nacional do Rio
de Janeiro, vol. XXVIII. Rio de Janeiro: Oficinas de Artes Gráficas da Biblioteca Nacional,
1908.
Referências
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