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Experiências de justiça de transição e movimentos reacionários no Cone Sul
Palabras clave:
América Latina, Cone Sul, ditaduras militares, justiça de transição, movimentos reacionáriosResumen
Os processos de justiça de transição buscam romper com o passado ditatorial, reparar as vítimas e evitar novas práticas de violação de direitos humanos. Por sua vez, os movimentos reacionários, caracterizados pela nostalgia com períodos autoritários, podem prejudicar a justiça de transição nos âmbitos político-institucional e social, pela capilaridade entre os sujeitos e a ascensão ao poder nacional. Tais relações precisam ser aprofundadas por pesquisas acadêmicas, ante a insuficiência de discussões a respeito. Portanto, o presente artigo objetiva analisar as possíveis relações entre a justiça de transição e movimentos reacionários e suas ascensões ao poder na Argentina, Brasil e Chile. A hipótese é a de que “quanto maior a ascensão social e política dos movimentos reacionários no Cone Sul, menor o respeito aos processos de justiça de transição”. Por meio de pesquisa qualitativa bibliográfica (Raimundo; Maia, 2019; Martiarena Pazos et al., 2024) e documental (INDH, 2022; WVS, 2025), espera-se contribuir com o aprofundamento nas associações entre a justiça de transição – nunca totalmente concluída, mas em estado de continuidade – e os movimentos reacionários.
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