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Experiências de justiça de transição e movimentos reacionários no Cone Sul

Autores/as

Palabras clave:

América Latina, Cone Sul, ditaduras militares, justiça de transição, movimentos reacionários

Resumen

Os processos de justiça de transição buscam romper com o passado ditatorial, reparar as vítimas e evitar novas práticas de violação de direitos humanos. Por sua vez, os movimentos reacionários, caracterizados pela nostalgia com períodos autoritários, podem prejudicar a justiça de transição nos âmbitos político-institucional e social, pela capilaridade entre os sujeitos e a ascensão ao poder nacional. Tais relações precisam ser aprofundadas por pesquisas acadêmicas, ante a insuficiência de discussões a respeito. Portanto, o presente artigo objetiva analisar as possíveis relações entre a justiça de transição e movimentos reacionários e suas ascensões ao poder na Argentina, Brasil e Chile. A hipótese é a de que “quanto maior a ascensão social e política dos movimentos reacionários no Cone Sul, menor o respeito aos processos de justiça de transição”. Por meio de pesquisa qualitativa bibliográfica (Raimundo; Maia, 2019; Martiarena Pazos et al., 2024) e documental (INDH, 2022; WVS, 2025), espera-se contribuir com o aprofundamento nas associações entre a justiça de transição – nunca totalmente concluída, mas em estado de continuidade – e os movimentos reacionários.

Biografía del autor/a

  • Thyerrí José Cruz Silva, Universidade Tiradentes

    Doutorando em Direitos Humanos, Mestre em Direitos Humanos e Graduado em Direito pela Universidade Tiradentes (Aracaju/SE). Especialista em Direito Constitucional e Processo Constitucional, Direito Penal e Processual Penal e Direito Eleitoral pela Faculdade Legale/SP. E-mail: thyerricruzdireito@gmail.com. Lattes: http://lattes.cnpq.br/6987132345466967.

  • Fran Espinoza, Universidade Tiradentes

    PhD em Estudos Internacionais e Interculturais (Universidad de Deusto, Espanha). Pós-Doutorado em Políticas Públicas (UFPR). Mestre em Estudos Internacionais de Paz, Conflito e Desenvolvimento (Universidad Jaume I, Espanha). Graduado em Ciência Política (Universidad Rafael Landívar, Guatemala). Ex-bolsista da da Cátedra UNESCO (Universidad de Deusto, Espanha). Foi Researcher Marie Curie Action, Initial Network SPBuild (Comissão Europeia) pela Universidade de Coimbra, Portugal. Realizou Estágio de pesquisa na Universidade Louvain-la-Neuve, Bélgica. É professor do Programa de Pós-graduação em Direitos Humanos e líder do grupo de pesquisa políticas públicas de proteção aos direitos humanos, CNPq, Universidade Tiradentes – UNIT.

  • Hannah Silva Linhares, University of Coimbra

    Doutoranda em Direitos Humanos e Sociedades Contemporâneas (Universidade de Coimbra, Portugal). Mestra em Direitos Humanos (UNIT/SE). Graduada em Direito (UNIT/SE). Advogada inscrita na Ordem dos Advogados do Brasil seccional Sergipe (OAB/SE). Integrante do Grupo de Pesquisa Direitos Humanos, Filosofias e Sustentabilidade (DhFiloS).

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Publicado

2026-08-18

Cómo citar

Ainda estão aqui? Experiências de justiça de transição e movimentos reacionários no Cone Sul. Faces da História, v. 13, n. 1, p. 190–216, 18 ago.2026.