Os sons que vêm do exílio
diáspora, identidade e transgressões na trajetória de Tânia Maria
Mots-clés :
Tânia Maria; jazz brasileiro; exílio; ditadura militarRésumé
No auge dos Anos de Chumbo (1968-1974), como tantos músicos, a pianista Tânia Maria deixou o Brasil. Orientados por Rollemberg (1999) e Muller (2014), analisamos a experiência de autoexílio da artista, procurando perceber o impacto do degredo em sua carreira. Examinamos que vários fatores inviabilizaram a vida musical de Tânia no país, e a ditadura apenas acirrou estes problemas. Diante da obstrução da liberdade criativa e do insucesso de seu trabalho no Brasil, a pianista resolveu buscar sua realização na cena global de jazz. Nesse processo de desinstalação – considerando sua relação por vezes fraturada e flutuante com a cultura brasileira –, Tânia reinventou sua identidade, proliferando através de sua obra uma forma específica de brasilidade musical.
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